Naturalidade e prevenção lideram as tendências da estética para 2026
Mercado global de estética deve crescer mais de 10% ao ano até 2026; biomédica esteta Aline Dilli destaca demanda por resultados sutis, tecnologias inteligentes e tratamentos de longa duração
O setor de estética avançada segue em expansão e deve superar US$ 41,6 bilhões até 2028, de acordo com o relatório da Mordor Intelligence. No Brasil, o segmento também mantém crescimento acelerado: o setor cresce em média, cerca de 10% ao ano, tendência que deve se manter pelos próximos anos. Esse movimento acompanha uma mudança de comportamento.
A biomédica esteta Aline Dilli explica que as pacientes chegam aos consultórios mais informadas e objetivas. “As mulheres estão cada vez mais buscando resultados sutis e personalizados. Elas não querem parecer diferentes, querem parecer descansadas, seguras e bonitas de forma natural”, afirma.
Uma pesquisa da Ipsos para a Merz Aesthetics, por exemplo, revelou que, no Brasil, 67% dos entrevistados que fizeram procedimentos estéticos faciais injetáveis não cirúrgicos tinham como principal receio ficar com uma aparência artificial. Preenchedor em menor volumetria, reposicionamento estratégico e estímulo de colágeno estão entre as técnicas que devem crescer até 2026.
A procura por prevenção também dispara. Segundo a especialista, os bioestimuladores e tecnologias regenerativas — como ultrassom microfocado — serão protagonistas dos procedimentos não cirúrgicos realizados no país em 2026.
“A estética preventiva é um investimento. Quanto antes começarmos a cuidar da pele e da estrutura facial, mais tempo conseguimos preservar a beleza natural e evitar intervenções mais intensas no futuro”, reforça Aline.
Com a popularização de dispositivos inteligentes, o mercado de tecnologias estéticas deve crescer 11,8% ao ano até 2026, segundo a Allied Market Research. Essa evolução impulsiona protocolos híbridos que combinam laser, ultrassom, radiofrequência e bioestimuladores com análises individualizadas.
A estética regenerativa, que estimula os próprios processos biológicos do organismo, é hoje o segmento que mais cresce no Brasil e deve liderar a demanda no próximo ano, sobretudo entre pacientes que buscam naturalidade aliada à durabilidade dos resultados.
Pesquisas de comportamento mostram que as mulheres brasileiras associam beleza e bem-estar emocional, não a transformação física. Aline resume esse novo cenário: “A estética moderna não é sobre moldar rostos, mas sobre despertar o melhor de cada pessoa. O futuro da beleza é natural, e o natural, quando bem cuidado, é eterno.”
